HISTóRIA (829)'
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Artigo

QUEM FUNDOU A SUA IGREJA ?

Havendo um só Deus, consequentemente só pode haver uma Igreja verdadeira! Em Deus não pode haver contradição!

Jesus manifestou o interesse de fundar a Igreja (Mt 16,18), Igreja esta que teria autoridade (Mt 18,17), cujo sinal de unidade seria a pessoa de Pedro (Mt 16,18-19; Jo 21,15-17; etc.) A Igreja definida por Cristo sobre os apóstolos e Pedro líder (“eu edificarei MINHA Igreja...”) foi enviada ao mundo após a ressurreição de Jesus, no domingo de Pentecostes, com o derramamento do Espírito Santo (At 2). Após este evento, a Igreja cresceu em número, primeiro em Jerusalém, e foi se espalhando pelo mundo graças à pregação e cuidado dos apóstolos (apostello em grego = enviado).

É de conhecimento geral que, naquela época, Roma era a senhora do mundo, o mais vasto império que a humanidade já conheceu. Foram os próprios apóstolos que viram a necessidade do deslocamento do Cristianismo para o centro do império romano a fim de facilitar a pregação do Evangelho. É fato histórico que Pedro e Paulo foram perseguidos e martirizados em Roma. Clemente Romano, ainda no séc. I, nos testemunha esses martírios. Irineu de Lião apresenta, no séc. II, a lista dos sucessores de Pedro, até aquela data. A arqueologia, através de escavações, confirmou a morte de Pedro e Paulo em Roma ao encontrar seus respectivos túmulos.

A primeira divisão dentro do Cristianismo ocorreu em 1054 d.C (aproximadamente mil anos após a fundação da Igreja). É o que se chama de Cisma Oriental de onde derivou a Igreja Ortodoxa.

Antes disso, grandes polêmicas tinham surgido dentro do seio do Cristianismo, mas, mesmo assim, sempre se chegava a um consenso geral através da realização de grandes Concílios Ecumênicos, que reuniam bispos de todo o mundo até então conhecido. A Igreja Ortodoxa jamais aceitou voltar à plena comunhão com a Igreja de Roma, o que bem demonstra que a divisão não ocorreu por motivo simplesmente doutrinário.

Mas então qual seria o verdadeiro motivo da separação?

Política! Desde o séc. VII, Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, desejava ter os mesmos direitos da sé de Roma, tendo conseguido obter, no máximo, o reconhecimento do privilégio de segunda, logo depois de Roma. Isso é História!

Após a separação da Igreja Ortodoxa, foram necessários mais 500 anos, aproximadamente, para que nova divisão viesse abalar a Igreja do Ocidente. Também é fato histórico que na Igreja medieval ocorriam vários abusos, a grande maioria ocasionados pelo fato da ligação íntima entre Igreja e Estado; era o Estado que nomeava os bispos, sendo estes pouco preparados em nível religioso.

Era necessária uma Reforma dentro da Igreja! Vários homens lutaram por essas reformas, cada qual a seu jeito.

Francisco de Assis é um desses exemplos: lutou por reformas e conseguiu! Não precisou dividir a Igreja, pois reconhecia sua importância e autoridade. Mesmo assim, a Igreja ainda não estava totalmente reformada. Infelizmente, homens como Lutero e Calvino, ao invés de se inspirarem no grande exemplo de São Francisco, acharam mais fácil romper com a Igreja, fundando novas religiões… foi a chamada Reforma Protestante.

Lutero, para impor suas doutrinas, aliou-se aos príncipes alemães descontentes com as boas relações entre o Imperador e o Papa. Calvino fez de Genebra um Estado cuja política era guiada por preceitos religiosos radicais, com visível orientação antipapal e anticatólica.

Lutero havia afirmado que quem dirige o crente é o Espírito Santo, de forma que este não necessita da autoridade de Igreja para ajudá-lo a interpretar a Bíblia, única fonte de fé que deve ser considerada pelo cristão. Esse mesmo ponto de vista (“sola scriptura”) foi adotado por Calvino e por todo o mundo protestante. Mesmo sendo oposta à própria Bíblia (2Pd 3,15-16), a livre interpretação ocasionou a fragmentação do Cristianismo em mais de 20 mil ramos, o que é um absurdo, já que cada ramo se julga a verdadeira Igreja de Cristo, tendo como único ponto comum o anticatolicismo.

Assim, não reconhecendo a autoridade da Igreja, mais uma vez se voltam contra a Bíblia, pois esta afirma que “o fundamento e coluna da verdade é a Igreja” (cf. 1Tm 3,15); logo, apesar de possuírem alguns pontos verdadeiros (que são iguais aos da Igreja Católica!!!), não são a verdadeira Igreja de Cristo.

Como cada uma dessas pretensas igrejas defende sua própria doutrina como verdadeira, apesar de se autonomearem cristãs, excluem-se mutuamente. Contudo, a única Igreja cristã que existe desde a época de Cristo é a Igreja Católica e Apostólica. E observando-se que sua doutrina permaneceu imutável nestes 2000 anos, temos que ela é a Igreja de Cristo, apesar das demais possuírem elementos verdadeiros, vestígios de sua ligação comum com a Igreja Católica.

Podem-se aceitar ritos e disciplinas diferentes, mas não doutrinas! Quem dá sustentação e vida a uma árvore é sua raiz! E como diz Paulo, a cabeça da Igreja é Cristo.

Claudio Maria

Fonte: filhodesaojose.blogspot.com.br

 


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